quarta-feira, 16 de junho de 2010

The World - Kajiura Yuki



You are here alone again
In your sweet insanity
All too calm, you hide yourself from reality
Do you call it solitude? Do you call it liberty?
When all the world turns away to leave you lonely

The fields are filled with desires
All voices crying for freedom
But all in vain they will fade away
There's only you to answer you, forever

In blinded mind you are singing
A glorious hallelujah
The distant flutter of angels
They're all too far, too far to reach for you

I am here alone again
In my sweet serenity
Hoping you will ever find me in any place
I will call it solitude when all my songs fade in vain
In my voice, far away to eternity

terça-feira, 8 de junho de 2010

A morte da metáfora


Se digo que estou de luto me perguntam:

-De luto pelo quê?
com objetividade respondo:
-Pela morte da metáfora!
- Mas como pode a metáfora morrer se ela nem sequer tem vida?
- Aí é que você se engana, pois a própria vida é uma metáfora.
- Então você quer dizer que a vida morreu?
- Certamente que sim!!

O vento e a eternidade


É triste ver seu olhar se perder no horizonte

enquanto o oque você procura entra pelas suas narinas
sem que você se dê conta.

Seu rosto delicado e alheio,
acariciado pelo vento,
não conhece a crueldade.

O vento é cruel,
sopra com violencia
sobre as arvores frondosas
e sobre os corações nobres
E com cruel delicadeza,
sobre as flores,
que se curvam
e deixam levar o seu arôma.

A crueldade soa perversa
para os pulmões sem ar
e para os corações sem vida.

O vento é o que une todas as coisas
só ele sabe o que é a eternidade!

domingo, 6 de junho de 2010

E nesessário desaprender!!!


Hoje eu acordei contente e esperançoso, pois me sentia, mais do que nunca, uma parte do mundo e de tudo o que tem acontecido e esta para acontecer nele.


Sentei-me à mesa, onde havia uma fruteira com frutas de plástico até q algo me deteve por algum instante que pareceu se desprender da linha continua do tempo, apos esse instante incalculável um pensamento me ocorreu: "Essa laranja é tão real!". Esse pensamento foi logo substituído pela estranha sensação de que ela não pertencia àquele meio, pois não havia lembranças dela em minha mente. Foi ai que acabei por pegar a tal laranja e notar, através do seu peso, que ela não era uma laranja de plástico e sim uma laranja de "verdade",das que nascem em arvores, portanto não pertencia àquela fruteira, estava ali por acaso.

Instantaneamente fui tomado pela seguinte pergunta: O que é real? O que e verdadeiro? O que difere o verdadeiro do falso? Ora, a fruta de plástico é uma representação, uma reprodução das frutas que conhecemos; mas não é o mundo que conhecemos também uma representação? Uma reprodução feita pelos nossos sentidos daquilo que há ao nosso redor? Então, o que difere, em termos de realidade, a laranja que nasce da arvore de uma feita de plástico em uma fábrica? È o fato de ela provir da natureza? Mas não é o homem e sua fábrica também uma agente da natureza? Será a utilidade alimentícia da fruta o fator que define sua "realidade"? Mas e uma fruta não comestível então não é real? Para uma criatura q não come dessa fruta por qualquer motivo, ela não é real? É realmente justo dar valor as coisas de acordo com a utilidade que elas têm para nós? Foi quando me veio a pergunta crucial, que em minha opinião é uma das mais importantes, se não a mais importante, da existência humana: "Quem sou eu pra julgar o que é real ou verdadeiro? "

Foi essa pergunta que me fez lembrar como o nosso mundo está preso as idéias. Idéias precipitadas e absolutistas sobre o que são as coisas, o que é bom, o que é mau, o que e verdadeiro.Ora, se não somos capazes de julgar a veracidade nem o valor das coisas, por que nos sustentarmos em idéias que nos dizem o que é o mundo ao invés de descobri-lo por nos mesmos?
Nos temos que nos dar conta de que não somos donos do mundo, e sim parte dele. Precisamos assumir que todo saber é passageiro, tudo o pensamos hoje, amanha será obsoleto, pois tudo o que temos e apenas interpretação do que há a nossa volta, interpretação que sempre muda à medida que nós mudamos. A nossa sociedade é vitima de um imenso acúmulo de idéias que estão entrando em colapso a cada dia, pois a base que a sustentavam já não existem mais.

E necessário ser capaz de desaprender!!!!

Renovar suas idéias a cada instante, repensar o mundo e criar, a cada dia, um novo estilo de vida, um novo conjunto de idéias ao invés de por estacas nas idéias antigas q estão desabando. É necessário ver o colapso não como queda e destruição, mas como possibilidade de renovação, de reconstrução do mundo, de um mundo sincero, criativo e cheio de vida.